terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu prometo pra mim mesmo...

Eu prometo pra mim mesmo não beber mais, não fumar mais, estudar mais, trabalhar mais, praticar exercícios, etc...
Promessas como essas são feitas semanalmente no calor do travesseiro, do fim de uma discussão, ou para fugir de um começo de depressão. Mas pesquisas apontam que 99% das pessoas que fazem promessas para si mesmo não cumprem.
Em todos os cantos do mundo existem pessoas que reclamam que os políticos nunca cumprem as promessas que fazem durante campanha. Mas se formos parar realmente pra pensar não temos muita credibilidade também não, afinal de contas, não cumprimos promessas feitas nem para nós mesmo. Se bem que aí entra em pratica o "faça o que eu digo não faça o que eu faço".
A verdade é que o principal motivo de não cumprirmos essas promessas servi-self, é por que não tem quem cobrar. Por que se você promete algo para alguém e não cumpre, a pessoa vai te cobrar, vai ficar brava por você não ter feito o que tinha dito, talvez pare de falar com você por algum tempo. Agora quando você promete pra você mesmo não acontece isso, que por mais que você fique puto por não ter conseguido cumprir o que prometeu, não é o suficiente para parar de se relacionar com você mesmo.

- eu não quero papo com você.
- Nossa, mas eu já pedi desculpa. Foi só um gole.
- Um gole? Você chama aquilo de um gole?
- Nós chamamos aquilo de um gole!
- Ta bom, não quero papo.
- Ei tava todo mundo bebendo, se divertindo você ia ficar lá com cara de bobo.
[silencio]
- Tudo bem que você tinha prometido não beber, mas era uma ocasião especial. Não podia passar em branco.
[silencio]
- Ah você não vai falar comigo, é isso. Então tá, mas saiba que você vai precisar de mim.
- Espero não precisar nunca mais.
- Ei eu prometo pra você que não vou mais fazer isso.
- Posso confiar em você?
- Claro, se você não puder confiar na sua própria consciência vai confiar em quem?!

Eu prometo pra mim mesmo não fazer mais promessas para mim mesmo. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Saudades do fim do ano

Todo dezembro me bate uma nostalgia. Saudades da época de fim de ano no colégio. Era a época mais esperada do ano, depois das férias. Todo fim do ano me pego lembrando desse tempo, com saudades...
Saudades da festa que tinha na sala de aula todos os anos, um dos únicos dias do ano no qual você podia ir sem uniforme sem receber uma advertência. Essa festa acontecia simultaneamente em todas as salas, a regra era simples: cada um era designado a trazer uma coisa, eu sempre fui da turma que levava o refrigerante. Era engraçado que em todas as salas, e todos os anos, tinha uma gordinha que levava bolo de chocolate ou torta de sardinha, a especialidade da mãe da tal era ou bolo chocolate ou torta de sardinha.
Saudades daquele amigo secreto de 1,99 que acontecia. Aquele que sempre tinha um amigo que era tão secreto que ele não ia, então alguma pessoa ficava sem presente.
Saudades de levar uma camiseta pra todo mundo assinar e no dia seguinte a mãe lavar achando que estava manchada. Mas chegava o começo do ano e você caia na mesma sala, com os mesmos alunos do ano anterior, então a camiseta não era mais problema já que ia ver todo mundo novamente o ano inteiro.
Saudades de passar de ano ser atacado por pessoas, que você nem conhecia, te jogando ovos e farinha, as vezes você nem sabia se tinha realmente passado, só falavam pra jogarem ovo em você também. Aliás ingredientes esses que nas mãos da mãe da gordinha virariam uma ótima torta de sardinha ou um bolo de chocolate.
Saudades de dar tchau, mas saber que era por pouco tempo.
Saudades de rezar pra tudo quanto é santo pra passar de ano prometendo que no ano seguinte estudaria mais, e no final do ano seguinte se pegar fazendo a mesma oração. E principalmente, saudades do tempo que a única responsabilidade era passar de ano.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

E o salario ó...

Já estamos em dezembro o mês do salvador, daquele que é a luz no fim do túnel, que deixa o nosso natal mais feliz, o mês do décimo terceiro.
O décimo terceiro é um salário a mais que você ganha, o problema é se você ganha pouco, por que vai acabar passando raiva, vai ver duas vezes o quão pequeno é seu salário, e notar que nem dobrado ele é grande. O décimo terceiro é uma forma sutil de a sua empresa dizer, “a gente pode te pagar o dobro do que você ganha, mas não queremos”. Só que nós não notamos isso por que estamos anestesiados, com a possibilidade de poder quitar as contas, e fazer novas contas.
A verdade é que o Brasileiro vive uma relação de amor e ódio com o seu salário, entra mês, sai mês e você sempre vê alguém reclamando. “Eu ganho mal”, “não da pra fazer nada com essa mixaria”, mas se atrasam o pagamento, não perdoam, quer dizer mesmo não estando satisfeitos não quer dizer que não têm um sentimento para com a “mixaria”. É esse eterno vai e vem, trabalha o mês inteiro, pra aproveitar-se dele por no máximo cinco dias.
A relação das pessoas com o seu salário é como a de um filho de pais separados. O pai promete buscar o filho, ele senta no meio fio e espera, espera, espera, então quando ele começa a achar que foi esquecido um carro dobra a esquina, é o pai, acende uma chama de esperança, o pai chega e ele esquece de todo sofrimento que passou ao esperar por tanto tempo, e quando ele menos espera já ta na hora do pai ir, então ele vai embora, e o filho fica sozinho novamente, e não vê a hora de ver ele de novo mês que vem.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aqui jaz um celular

Tenho a nítida sensação que está havendo uma revolta por parte dos celulares ultimamente. Em menos de uma semana ouvi, ou li, a noticia de celulares que estão explodindo no bolso de seus donos, mas eu não os culpo deve ser estressante ser celular nos dias de hoje, antigamente era mais fácil, não tinha tanta concorrência, eles não tinham que dividir a atenção com tantos outros, mais finos, e bonitos, e cheios de apetrechos, nós não cobrávamos tanto deles, só queríamos que eles ligassem e mandasse mensagem, jogo no máximo o da cobrinha. Mas hoje não exigimos muito deles, eles não são mais apenas um meio de comunicação, é uma ferramenta indispensável pra todas as horas, ele tem que ligar, mandar mensagem, entrar na internet, tirar foto, filmar, tocar musica, no mínimo tem que fazer isso. Não a objeto que agüente tanta pressão, queremos que ele seja magro, numa cor legal, esteja na moda, se não tiver essas qualidades nós os trocamos. Hoje em dia não deixamos nem ele entrar em tela de descanso, estamos toda hora vendo hora, ou nos exibindo por aí como se ele fosse apenas um objeto qualquer. Diante de tudo isso não podemos ficar chocados quando vemos a noticia de um ou outro, celular, que explode, eu no lugar dele também me suicidaria. Não tem como agüentar a pressão de ter tanta cobrança sem explodir. Talvez eles estejam fazendo isso pra tentar nos dizer alguma coisa, nos dizer que temos que parar de ser tão dependentes deles, que devemos erguer a cabeça e olhar, e ver que tem mais pessoas ao seu redor, tudo bem que elas não funcionam a base do Touch Screnn, nem tem acesso a internet, mas elas também tem funções legais.*

*Post em memória do meu Nokia que se suicidou.

sábado, 9 de julho de 2011

Se conselho fosse bom eu não dava...

Um conselho sempre vem precedido da frase “Se conselho fosse bom eu não dava, vendia”. São sempre os três mesmos passos. Você mete o bedelho, da o conselho e larga o jargão. O chato não é a pessoa se intrometer, mas sim ela admitir que o conselho que está dando é ruim e que se tivesse um bom não o daria de mão beijada.
Claro que a partir do momento que nos dispomos a contar o problema estamos querendo uma segunda opinião, ninguém fala por falar. Nós contamos o “causo” buscando uma ajuda pra entender o que está acontecendo, buscando um esclarecimento. Queremos o conselho, um bom conselho, se preciso for pagamos por ele. O certo seria a pessoa falar, ‘eu posso dizer qualquer coisa, ou te dar um bom conselho, porém terei que cobrar por ele. Porque ele é bom!’.
Qual é o verdadeiro valor de um conselho? Só podemos saber quanto ele vale depois de seguir ele e ver onde dá. Se ele te deu uma “luz”, te ajudou a se encaminhar, deu uma solução para o seu problema, então quer dizer que vale a pena pagar por ele. Se não é um dinheiro mal investido. Deveria existir uma tabela de preços para os conselhos. Tal conselho vale tanto. Assim você procuraria o certo e saberia o quanto ia gastar. Poderia comprar desde os genéricos, que são os do tipo “é melhor você parar e pensar”, “você não deve agir de cabeça quente”, etc. até os decisivos “se eu fosse você não casaria, porque isso vai estragar o seu futuro. Assim poderíamos saber o que esperar e quanto vamos gastar.
A verdade é que quem sou eu pra dizer alguma coisa, afinal de contas se conselho fosse bom eu não dava...

domingo, 8 de maio de 2011

Aprendi com a minha mãe

Mãe, o alicerce da família. O nosso carro forte. Nosso farol no mar escuro. Tudo o que somos devemos é ela, e única forma de pagar é amando-as incondicionalmente.
Nossa mãe é nossa escola, saímos de casa, para o mundo, com o preparo que ela nos dá.
E eu durante esses poucos anos de vida aprendi muita coisa com a minha.
Aprendi a procurar, direito, as coisas. Pois ela falava:
“Só procura onde o olho alcança. Se fosse uma cobra tinha te matado”.
Aprendi o que é respeito.
“Me respeita com quem você pensa que está falando com os seus amiguinhos da rua”?
Aprendi a valorizar o trabalho.
“Se você for mandado embora, eu te mando embora de casa”.
Aprendi a valorizar o estudo.
“Se você reprovar de ano eu vou te dar uma surra tão grande que até a lua vai parar pra ver”.
Aprendi a valorizar o dinheiro.
“Você pensa que eu tenho uma maquina de fazer dinheiro, daqui a pouco vai querer limpar a bunda com uma nota de 10”.
Aprendi a me defender.
“Se você apanhar na rua, quando chegar em casa vai apanhar de novo”.
Aprendia valorizar a comida.
“Você vai comer tudo nem que eu tenha que te entrouxar goela a baixo”.
Aprendi que tamanho não é documento.
“Não é porque você ta grande que eu não posso com você mocinho”.
Aprendi a controlar a minha emoção.
“Engole esse choro”.
Aprendi a valorizar o tempo.
“Eu só vou contar até três. Um, um e meio, Dois...”.
Mas principalmente aprendi que não importa onde eu estiver, o que eu fizer, ou o que eu for, ela sempre estará do meu lado. E que se algumas vezes ela pareceu estar brigando foi só para o meu bem.
Feliz dia das mães, para todas as mães. Vocês não merecem um dia, merecem uma eternidade!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ta tudo liberado!

Liberaram a união estável entre os homossexuais. A muita controvérsia nisso, é um momento onde os ânimos estão alterados, essa coisa toda de homofobia está em alta, e uma decisão dessa pesa muito. Tanto para o bem, que é o lado dos homossexuais, quanto para o do mal, que é quem é contra. Porque trás uma revolta para esses que não respeitam o próximo. E isso é uma bobagem, porque afinal de contas todos tem o direito de fazer o que quiserem com o seu focinho, no caso com o seu C...
Porém independente de certo ou errado esse tipo de união, assim como nos casamentos convencionais, também terão muitos problemas.
Por exemplo, como um vai cobrar o outro por deixar a toalha molhada em cima da cama sendo que os dois são os “homens” da casa?
E se tiverem filho a criança vai chamar os dois de pai, de mãe, ou vão ter que tirar no par ou impar pra ver quem vai ser a mãe.
Se um dos maridos (ou mulher) começar a chegar tarde em casa, qual desculpa vai dar?
- Onde você tava até essa hora?
- Tava no bar vendo a novela! Ou...
- Porque você chegou tão tarde ontem?
- Porque eu fiquei até tarde no serviço.
- E quem estava lá com você?
- Eu, a secretaria e o novo estagiário!
- Que história é essa de novo estagiário?

Outra coisa imagine na hora do casamento o padre fazendo o anuncio...
- Sr.Paulo aceita o Diego como seu legitimo esposo?
- Sim!
- Sr.Diego aceita o Paulo como seu legitimo esposo?
- Sim!
- Eu vos declaro marido e marido. Ou mulher e mulher, como preferirem.
Não estou aqui pra julgar se isso é bom ou é ruim, mais que é estranho é... Assim qualquer outro casamento convencional.