sábado, 9 de julho de 2011

Se conselho fosse bom eu não dava...

Um conselho sempre vem precedido da frase “Se conselho fosse bom eu não dava, vendia”. São sempre os três mesmos passos. Você mete o bedelho, da o conselho e larga o jargão. O chato não é a pessoa se intrometer, mas sim ela admitir que o conselho que está dando é ruim e que se tivesse um bom não o daria de mão beijada.
Claro que a partir do momento que nos dispomos a contar o problema estamos querendo uma segunda opinião, ninguém fala por falar. Nós contamos o “causo” buscando uma ajuda pra entender o que está acontecendo, buscando um esclarecimento. Queremos o conselho, um bom conselho, se preciso for pagamos por ele. O certo seria a pessoa falar, ‘eu posso dizer qualquer coisa, ou te dar um bom conselho, porém terei que cobrar por ele. Porque ele é bom!’.
Qual é o verdadeiro valor de um conselho? Só podemos saber quanto ele vale depois de seguir ele e ver onde dá. Se ele te deu uma “luz”, te ajudou a se encaminhar, deu uma solução para o seu problema, então quer dizer que vale a pena pagar por ele. Se não é um dinheiro mal investido. Deveria existir uma tabela de preços para os conselhos. Tal conselho vale tanto. Assim você procuraria o certo e saberia o quanto ia gastar. Poderia comprar desde os genéricos, que são os do tipo “é melhor você parar e pensar”, “você não deve agir de cabeça quente”, etc. até os decisivos “se eu fosse você não casaria, porque isso vai estragar o seu futuro. Assim poderíamos saber o que esperar e quanto vamos gastar.
A verdade é que quem sou eu pra dizer alguma coisa, afinal de contas se conselho fosse bom eu não dava...

Um comentário:

  1. Ser humano é complicado.
    Sempre me vejo nessas situações de ter que dar um conselho "ruim"...
    difícil, mto difícil.

    Beijos

    http://algumasobservacoes.blogspot.com/
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