quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aqui jaz um celular

Tenho a nítida sensação que está havendo uma revolta por parte dos celulares ultimamente. Em menos de uma semana ouvi, ou li, a noticia de celulares que estão explodindo no bolso de seus donos, mas eu não os culpo deve ser estressante ser celular nos dias de hoje, antigamente era mais fácil, não tinha tanta concorrência, eles não tinham que dividir a atenção com tantos outros, mais finos, e bonitos, e cheios de apetrechos, nós não cobrávamos tanto deles, só queríamos que eles ligassem e mandasse mensagem, jogo no máximo o da cobrinha. Mas hoje não exigimos muito deles, eles não são mais apenas um meio de comunicação, é uma ferramenta indispensável pra todas as horas, ele tem que ligar, mandar mensagem, entrar na internet, tirar foto, filmar, tocar musica, no mínimo tem que fazer isso. Não a objeto que agüente tanta pressão, queremos que ele seja magro, numa cor legal, esteja na moda, se não tiver essas qualidades nós os trocamos. Hoje em dia não deixamos nem ele entrar em tela de descanso, estamos toda hora vendo hora, ou nos exibindo por aí como se ele fosse apenas um objeto qualquer. Diante de tudo isso não podemos ficar chocados quando vemos a noticia de um ou outro, celular, que explode, eu no lugar dele também me suicidaria. Não tem como agüentar a pressão de ter tanta cobrança sem explodir. Talvez eles estejam fazendo isso pra tentar nos dizer alguma coisa, nos dizer que temos que parar de ser tão dependentes deles, que devemos erguer a cabeça e olhar, e ver que tem mais pessoas ao seu redor, tudo bem que elas não funcionam a base do Touch Screnn, nem tem acesso a internet, mas elas também tem funções legais.*

*Post em memória do meu Nokia que se suicidou.

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