segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Torcida organizada?

Estava eu voltando do centro, de ônibus, bem na hora do término de um jogo (Coritiba x Atlético PR, jogo considerado um clássico paranaense), quando entra vários torcedores dentro do ônibus, gritando e assustando todos os passageiros (no caso só eu). Durante todo o percurso pensei sobre o assunto, ao mesmo tempo em que pensei que fosse apanhar mesmo não tendo nenhum motivo para eles fazerem isso. Acho até que nos dias de hoje não precisam de motivos para te bater, podem fazer isso apenas por não gostarem de você (ou eu sou muito medroso). Quando fui interrogado por um dos torcedores, que me perguntou pra que time que eu torcia, tive que falar que era o mesmo que o dele, e se fosse o do oposto que perguntasse falaria que o oposto. Com o medo que eu tava se fosse um argentino e perguntasse pra que seleção eu torço, com certeza falaria: “Argentina desde pequeno”.  
Voltando, comecei a observar e a pensar a respeito do porque de tanto fanatismo. Eles cantavam com um amor, vibravam com um amor, arrancavam os bancos com um amor, fora do normal. Não sei se tudo isso é recompensado de alguma forma, claro que é um grande esporte sem sombra de duvidas, mais será que quem participa liga tanto quanto esses torcedores? Vemos a respeito de torcidas organizadas lutando (literalmente) pelos direito de existir. Pra que? Pra poderem vestir camisa e ir para o estádio? Porque não podem ir como as famílias. Talvez seja um pretexto pra poder, assim como na religião direcionar o rebanho, só que nesse caso não com um senhor como luz guia, mais com 11. Não estou querendo generalizar falando que todas as torcidas organizadas vivem pra arrumar confusão, e o seu único foco é a briga, até porque se fosse o nome não seria organizada. Sei que tem o lado torcedor, a paixão, amor ao time e ao esporte. Só acho que esse amor tão grande pode cegar e levar ao ciúme, e é nesse momento que começam as brigas.

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