quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Apelido


Quem foi a primeira pessoa que deu um apelido?
Porque é louco, num dia você é conhecido pelo seu nome, no outro estão chamando de algo totalmente diferente.
Como ele pegava era simples: Se você ligava para o apelido, se importavam por estar te chamando daquele jeito, ele pegava. Se você não dava atenção não tinha graça.
Existem regras, maneiras de como são escolhidos. Tem os que são dados a partir de uma características físicas: Nanico, orelha, gordo, nareba, cotoco, vesgo.
Apelidos simples, são apenas o diminutivo do seu nome: Paulinho, Carlinhos, Marininha. E os de abreviação: Leo, Ka, Mi, Ju, Si, Va, etc.
Os que os amigos do seu pai te chamavam, se seu pai se chama de João, eles te chamavam de Joãozinho, “olha ai o joaozinho”. Não importa se você é menina, eles geralmente estavam bêbados, não ligavam.
Apelidos de casais, que são divididos em fases, namoro, casamento e divórcio.
Namoro: Gatinha, Amorzinho, Amoreco, Neguinha – trabalham muito o diminutivo.
Casamento: Benhe, Mainha, Tata, pai e mãe, é o mais comum.
E os de fim de casamento: Ele, Ela, inútil, a coisa, aquele monstro, a sanguessuga, etc.
E tem os sem motivo, aqueles que ninguém sabe o porque escolheram, só sabe qual é. Pra esses geralmente são inventadas histórias, quase sempre mais sem sentido do que o próprio apelido.
Apelido é assim, uma palavra errada que você fala pode tomar o lugar do seu nome para sempre.
Uma coisa é verdade, só damos apelidos pra quem somos íntimos.
Até hoje sou frustrado por não ter tido um apelido. Hoje em dia, em tempos de bullying, apelido é crime, mas antigamente era uma honra ter um apelido. Você era respeitado por ter um. Seus pais te chamavam pelo apelido, seus amigos, a professora fazia chamada pelo apelido.
- Cotoco?
- Presente.
- Nagueba?
- Presente.
- Vesgo?
- Faltou.

A verdade é que a única coisa que se sabe, da história, do apelido é: Não é você quem escolhe o apelido é o apelido é quem escolhe você. Ou algum amigo sacana.

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